Arquivo de janeiro, 2010

O amor e a loucura …

25 de janeiro de 2010

amor-loucura

Contam que um certo dia, todos os sentimentos dos homens se reuniram num lugar da terra e tiveram uma idéia:
Vamos brincar de esconde-esconde?
A curiosidade sem poder conter-se perguntou:
Esconde-esconde?
O que é isso?
É um jogo, explicou a loucura, em que eu fecho meus olhos, conto até 100 enquanto vocês se escondem.
Quando eu terminar começo a procurá-los, e o primeiro que eu encontrar ocupa o meu lugar no jogo.

O entusiasmo dançou, a alegria deu tantos saltos que acabou convencendo a dúvida e até a apatia, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos participaram.
A verdade preferiu não se esconder.
A soberba opinou que era um jogo muito tolo e a covardia preferiu não se arriscar.

Um, dois, três…
Começou a contar a loucura.
A primeira a se esconder foi a pressa…
A fé subiu ao céu e a inveja se escondeu atrás da sombra do triunfo, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.
O esquecimento… Não me recordo onde se escondeu…

Quando a loucura estava lá pelo número 99, o amor ainda não havia achado lugar para se esconder…
Até que encontrou um roseiral e decidiu ocultar-se entre as rosas.

- 100! Terminou de contar a loucura. E começou a busca. A primeira a aparecer foi à pressa.
Depois escutou a fé…
Num descuido encontrou a inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o triunfo.

A dúvida foi mais fácil ainda.
Encontrou-a sentada numa cerca sem decidir em que lado se esconder.
E assim foi encontrando a todos:
O talento, nas ervas frescas;
A angústia numa cova escura…
Apenas o amor não aparecia.

Quando a loucura estava quase desistindo encontrou um roseiral, pegou uma forquilha e começou a mover os ramos.
No mesmo instante ouviu-se um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o amor nos olhos.
A loucura não sabia o que fazer para se desculpar…
Chorou, rezou, implorou e até prometeu ser seu guia…

…E desde então o amor é cego e a loucura sempre o acompanha !!!

Abraços.

Mário Arruda

Os Limites da Intimidade …

25 de janeiro de 2010

dissolucao-da-uniao

Como disse, muitos dos problemas que assolam a vida de um casal e que busco resolver na quietude de meu gabinete, são conflitos gerados por maus hábitos como estes que abordaremos !!!

Existe uma linha muito tênue entre o “sentir-se à vontade com um parceiro e expor hábitos pessoais que jamais deveriam ultrapassar a extrema intimidade de cada um”.

A convivência entre duas pessoas que um dia juraram amor eterno e resolveram coabitar, não raramente, acarreta, com o passar do tempo, um injustificado e repulsivo desleixo das duas partes que integram a relação, estas, que passam a confundir “intimidade”, com desorganização pessoal, ou pior, com uma capacidade singular de repelir a atração, o respeito, o mistério e o encantamento que um nutria pelo outro.

Na maioria das vezes, o formalismo mínimo que havia entre os partícipes durante o namoro ou noivado, dá lugar à falta de educação, de respeito e de preocupação com a manutenção da união.

É a mais comum de todas as idéias verificadas entre estes casais – já conquistei mesmo, já estamos casados !!!

Porém, oportuno aqui ressaltar que todas as pessoas que me procuram como advogado de família, visando a dissolução da união - ou relatam situações de puro e crescente desleixo da outra parte, como causa da falência do amor e do casamento; ou noticiam a traição de uma delas e afeição a outrem, motivadas, todavia, pelos mesmos motivos anteriores.

Fica claro assim que, quer já tenha havido traição de uma das partes ou se instaladas apenas as ausências de amor e de desejo; os agentes propulsores desta separação são os mesmos – o descuido de uma ou de ambas as partes com a aparência e o desencantamento promovido pela parte que derrubou as portas da privacidade, abusou da intimidade e revelou-se, sem mais mistérios, mal educada, constrangedora e decepcionante.

Por exemplo, o compartilhamento simultâneo do banheiro para a prática de certos atos como a satisfação das necessidades fisiológicas de cada um, extrapola em muito a intimidade do casal e incursiona pelo universo da privacidade absoluta.

Os reflexos físicos desta atividade, creia, embora conhecidos, são dispensáveis e extremamente desestimulantes ao parceiro.

Na medida do possível, o ideal é sempre que fizer uso da toilette para qualquer fim, preocupar-se ao sair de lá, em causar a impressão a quem fizer uso posterior, que lá você ou alguém jamais estivera. Utilize-se da infinidade de recursos disponíveis no mercado para neutralizar odores desagradáveis e também das regras de etiquetas e bom tom, secando a cuba após lavar as mãos e dobrando ou pendurando adequadamente a toalha de mão.

Da mesma forma que lavar a peça íntima no banho, reflete praticidade e bom senso, levá-la ao varal da área de serviço após deixar a toilette, também é politicamente correto, ademais, assegura que o costumeiro objeto de desejo do parceiro que tem esta peça como fetiche, não se frustre ao encontrar a peça lavada, pendurada na porta do box ou no registro do chuveiro.

Ao acordar, pela manhã, a menos que já tenha feito a higiene bucal e íntima, evite os ávidos beijos lascivos, pois, o amor, ainda que imensurável, não retira de ninguém, nenhuma das sensações promovidas pelos cinco sentidos, sobretudo, o olfato. Por tal, restringir os carinhosos votos de bom dia, a um rápido “selinho”, um abraço delicioso e algumas carícias, é recomendável e não impede que se ausente por um minuto dos aposentos, satisfaça rapidamente suas necessidades fisiológicas, faça ao menos um breve bochecho com um anticéptico bucal, penteie-se e retorne para fazer amor com seu parceiro que, obviamente, deverá preocupar-se em fazer o mesmo.

Aliás, falando em sentidos, o olfato e a audição serão cruéis com qualquer tentativa de sua parte de passar desapercebida aquela pequena ventosidade anal, ou, como queira, aquele “punzinho”. Dirija-se sempre ao banheiro e dê ao infortúnio, o mesmo tratamento concedido à satisfação de suas demais necessidades fisiológicas.

Da mesma forma, frise-se, perambular pela casa, o tempo todo, totalmente nu, evidentemente que retira de seu parceiro a curiosidade e desejo que ele tem pelas formas de seu corpo habitualmente desnudo. Alinhe-se, faça uso de seu charme, seja sensual e mostre-se, eventualmente, seminu, mas, jamais, desvende-se total e cotidianamente.

Homem com barba malfeita e mulher com buço a depilar e pernas cheias de pêlos, nem pensar !!! Pode agradar a poucos, mas, acreditem, não à maioria !!!

Para ambos, pés bem-feitos, tratados com hidratantes e unhas perfeitas, denotam higiene, bom gosto e um elemento a mais para se admirar, o mesmo podendo-se dizer das mãos e cabelos, portanto, não descuide.

Vista-se antes de tudo, para si, mas também para agradar ao parceiro. Não deixe que ele admire na rua, em outra pessoa, o que você tem em seu guarda-roupa. Isto igualmente vale tanto para o homem como para a mulher, portanto, nada de achar que seria besteira usar agora aquele roupa nova e deixá-la guardada para uma outra ocasião mais apropriada !

Faça o momento, crie ocasiões e situações inusitadas !

Os bilhetinhos de amor, renovando os votos, colados no espelho do banheiro, embaixo do prato à mesa ou no meio do material de trabalho, sempre surpreenderão e serão prenúncios de dias inesquecíveis e noites melhores ainda.

Jamais esqueça as datas importantes. Por aproximadamente quinze reais, encontrará uma pequena agenda onde poderá anotar todas as ocasiões, bastando, depois, apenas pegar o hábito de consultá-la diariamente.

Elogie o companheiro, suas iniciativas, seus acertos, suas tentativas, as metas profissionais atingidas e, acima de tudo, saiba ponderar e perdoar sempre que necessário.

Se você é daqueles que chega em casa e sempre reclama da comida, lembre-se de elogiar muito quando ela lhe preparar um bolinho delicioso, afinal, além de justo e estimulante, isto fará com que ela conheça melhor suas predileções.

Dividam as tarefas da casa e procurem, cada qual, mantê-la sempre organizada !

Estabeleçam em conjunto os compromissos financeiros e  as atividades sociais, valorizando, sempre que possível, o parceiro como acompanhante, evitando ao máximo, excluí-lo deste ou daquele, porém, jamais invadam a privacidade de cada um em desenvolver, caso queira, alguma atividade solo.

Aliás, falando em privacidade – consultas escondidas ou escancaradas à agenda do celular, aos e-mails  e demais formas de correspondências, nem pensar !!!

Ciúmes é bom, porém comedido,ou seja, sem excessos… Controle-se !!!

No mais, estimule em si mesmo o que deseja ver e ter em seu parceiro e, por via de conseqüência, a “vida a dois” irá sempre lhe sorrir!

Caso contrário, nos veremos em meu gabinete qualquer dia destes !

Abraços.
Mário Arruda.


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